BLITZ CONTRA A PEDOFILIA - VEJA O VÍDEO, COMO FALAR COM CRIANÇAS SOBRE PEDOFILIA E ASSÉDIO SEXUAL


O tema desse post é desagradável e pesado, eu sei. Mas é muito importante. E embora sequer pensar em algum tipo de assédio sexual a alguma criança, ainda mais em nossos filhos, seja muito, muito ruim, pior ainda é fingir que isso não existe no mundo, se calar e não ensiná-los como podem se proteger.
Sim, minha motivação para este post veio de tudo o que aconteceu após o caso do Masterchef Junior e dos comentários absurdos de alguns homens a respeito de uma menina de 12 anos. E também depois que eu vi todas aquelas mulheres comentarem sobre o primeiro assédio que sofrerem, na campanha do Think Olga, e descobrir que a idade média em que se passa por isso é de 9 e 10 anos, ou seja, crianças. E, pior ainda, muitas mulheres – e alguns rapazes – estavam falando sobre aquilo pela primeira vez na vida, ou seja, na época não comentaram com os pais, nem depois com amigos.
Aí que o que a gente pode fazer? Como mães e pais, temos que falar com nossos filhos sobre isso sim. Para, em primeiro lugar, protegê-los, e também tentar mudar essa história, diminuir esses casos e melhorar a sociedade como um todo.
Existe uma enorme e cruel contradição nos abusos sexuais contra crianças: eles são praticados muitas vezes por adultos em quem elas confiam, sejam da família ou amigos – pode ser um amigo, um tio, um vizinho, um primo e, embora o mais comum seja que o assédio seja cometido por homens, também a mulheres envolvidas em casos assim. E são pessoas em quem nós, os pais, confiamos também. É por isso que a gente ouve histórias tão tristes e difíceis de acreditar. Afinal, como pode aquilo ocorrer embaixo do nariz da gente, a gente não perceber? Ou por que a criança não nos falou nada?
Crie uma relação de confiança pela com seu filho – Para mim, depois de tudo que li, uma das chaves da proteção está justamente aí, em fazer com que a criança saiba que ela pode falar conosco sobre tudo. Que ela deve falar. E, quando ela falar, é importante ouvir, dar atenção e nunca, jamais, deslegitimar o que ela disse. Nunca se deve falar frases do tipo “você não está inventando isso?”, “você deve estar confundindo”, “fulano não faria uma coisa dessas”, “cicrano gosta de você, não te faria mal”… Tire essas frases da sua conversa pra ontem. Claro que criança imagina, fantasia, isso faz parte do desenvolvimento delas. Mas se ela disser “fulano me bateu”, “tal pessoa fez uma coisa esquisita”, dê ouvidos. Pergunte mais, entenda o que aconteceu, de preferência sem demonstrar muita preocupação ou raiva em um primeiro momento.
Fale sobre privacidade e sobre o corpo – explique para seu filho desde cedo que o corpo dele é algo muito valioso e que ele precisa cuidar muito bem dele. Não só da higiene ou da alimentação, mas explique que há partes do corpo que são “íntimas” e que por íntimas o que se entende é que só ele (ou o médico ou você) podem tocar e pedir para ver. Que se alguém ficar insistindo em ver ou tocar ou fizer isso, ele precisa contar para você. E, inclusive – sim, eu sei que é a parte mais dura – pessoas muito próximas como tio, primo, vizinho também não podem pedir para tocar ou ver. Ele deve contar para você qualquer pedido ou coisa que acontecer e ele achar estranho ou não se sentir bem. Sem medo, sem ter vergonha. Explique também que é errado se alguém mostrar o corpo para ele (é que assédio não é só o ato sexual ou a carícia física. Pode ser alguém mostrando as partes íntimas, se masturbando ou pedindo para que seu filho faça algo assim).
Fale sobre o que pode parecer legal, mas é errado – Um dos jeitos que pedófilos fazem para atrair as crianças é oferecer coisas que elas gostem, como doces, guloseimas ou brinquedos. Explique que se alguém dizer coisas do tipo “se você me mostrar tal parte do corpo” ou “se você fizer tal coisa” ganha um presente não é legal e ela não deve fazer a troca. Até porque, o nome disso é suborno ou chantagem e é importante que eles não se deixem levar por situações assim para nada na vida.
Fonte: macetesdemae.com
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Escrito por REDE DE COMUNICAÇÃO DO POLICIAL

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